Quantas Sessões de Psicoterapia Preciso Fazer?

Se esta pergunta tem feito parte do seu cotidiano, acredito que podemos conversar um pouco sobre este ponto tão importante. Afinal, quando pensamos em iniciar um tratamento psicológico, muitas dúvidas podem surgir. Atreladas a tabus, preconceitos e senso comum, podemos nos sentir confusos na hora de decidir qual a melhor opção para a nossa saúde mental.

Entretanto, fique tranquilo! Esses tipos de questionamentos são completamente comuns e naturais, pois mostram que você está disposto a se engajar em um tratamento. E isso é, sem dúvidas, um ponto muito importante para quem vai começar a fazer terapia.

Por essas razões lhe convidamos a seguir em nosso artigo de hoje, para conhecer um pouco mais sobre a duração do tratamento. Veja a seguir:

Quantas sessões de psicoterapia preciso fazer?

Este questionamento complexo é, na verdade, muito comum. Acontece que quando vamos iniciar qualquer tipo de tratamento, a duração é uma questão que sempre entra em pauta. Porém, diferente das outras possibilidades, a psicoterapia percebe este tempo pré-determinado de uma forma divergente. Vamos pensar sobre?

 

quantas sessões de psicoterapia preciso fazer

 

Cada caso é um caso

Primeiramente, um ponto muito importante precisa ser frisado quanto a isso: cada caso sempre será um caso. O que isso quer dizer? Quer dizer que, apenas conversando com você na primeira sessão, ficaria um pouco truncada essa coisa de estabelecer um número X de sessões para o seu “caso”.

Afinal, você até pode chegar com uma queixa em mente, assim que entra no consultório. Mas acontece que o psicólogo não pode simplesmente pegar esta queixa e usá-la como um rótulo que irá determinar o “tamanho” da sua terapia. Até porque você pode chegar com uma queixa de tristeza profunda, e isso não te faz igual à outra pessoa que está em tristeza profunda. Logo, é inviável estabelecer um número de sessões igual para vocês duas.

Ou seja, o seu caso precisa ser escutado de forma singular, sem comparação com outros padrões, por exemplo. Assim o terapeuta garante uma escuta qualificada, a fim de promover um acolhimento que seja condizente com a sua realidade e com quem você é. Portanto, não vá ao psicólogo esperando que ele tenha uma “tabela de número de sessões” para casos parecidos. Pois não tratamos “casos parecidos”. Mas sim, tratamos casos singulares de cada sujeito.

Por que pensar no “fim”?

Outro fator que precisa ser pensado quando surgem os questionamentos de quantas sessões são necessárias é: por que pensar no fim, antes mesmo de começar? Sim, é claro que gostamos de manter o “controle” sobre algumas coisas, e tratamentos de saúde fazem parte disso. Mas, por que se preocupar com fim, se você nem começou?

O que pode ser que isto esteja querendo lhe dizer? Será que não é uma pressa um tanto exacerbada em busca de respostas para as suas aflições? Pois se engana quem pensa que em uma ou duas sessões poderá “resolver” todas as “pendências” de sua vida. Não é bem assim que funciona.

Porém, é claro que é normal nos afobarmos e buscarmos respostas práticas e rápidas. Mas acontece que não funciona assim. Querer findar algo que ainda nem se quer começou pode ser uma tentativa de esquiva. Ou talvez não! Tudo depende, sempre, da forma que você encara tudo que vem acontecendo com você. Tudo depende de como você quer se engajar no tratamento, e do quanto você está disposto a abrir as suas aflições para alguém.

Portanto, tente pensar no por que saber esta resposta é tão importante, logo por agora. Por que o fim precisa ser pensado se você ainda não começou, de fato, a sua análise? Por que o “meio” parece ser assustador, talvez? Enfim… Reflita sobre o que a resposta para este questionamento representaria em sua vida, de fato. E, se possível, converse com o seu psicólogo sobre estas questões.

 

 

Lembre-se que estamos falando da sua vida inteira!

Por fim, um dos pontos que dificilmente você já terá pensado antes: estamos falando da sua vida inteira. O que isso quer dizer? Quer dizer que simplesmente não tem como “resolver” ou “falar” e ser “escutado” 25 anos, por exemplo, em 10 horas! Isso seria um tanto injusto com tudo o que você viveu.

É por isso que as pessoas temem a demora da psicoterapia: mas como podemos colocar tudo “para fora” em algumas horinhas? Primeiro que nem é possível se lembrar de tudo, em tão pouco tempo. Segundo que, como elaborar e re-elaborar aqueles acontecimentos – sofridos e não sofridos – que vivemos em nossa vida? E ainda, estabelecer um tempo para o “fim” pode provocar outro estrago: você limita a sua fala.

Você chega à sessão sabendo que, daqui a dois meses, você não estará mais em terapia. Com isso, foca em algo que quer “resolver rápido” e muitas questões pessoais são negligenciadas com medo de que não dê tempo de resolver o “ponto principal”.

Montar um plano com passo a passo pode ser arriscado, mas, tudo dependerá sempre do seu desejo pessoal, obviamente. No entanto, lhe digo: lembre-se destes fatores!

  1. Cada caso sempre será um ÚNICO caso;
  2. Por que querer terminar o que nem começou;
  3. A sua vida é grandiosa demais para ser resumida em 10 horas de terapia;
  4. Você pode estar evitando assuntos importantes para dar atenção a coisas práticas.

A partir destes pontos, a decisão será somente sua em escolher algo pré-meditado ou realmente se afundar dentro de você – não para se afogar, mas sim para escutar as suas marés.

 

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