Como Saber se Preciso de Psicoterapia?

Como saber se preciso de psicoterapia? Se esta pergunta tem feito parte do seu dia a dia, precisamos pensar sobre ela! Afinal, o questionamento em si já pode ser um bom sinal para a real “necessidade” – se é que podemos chamar assim – de fazer psicoterapia.

Acontece que, “precisar” ou “não precisar” é algo muito relativo. Não quer dizer que se você tem características x, y e z que você deve fazer psicoterapia. Bem como, se você é assim, ou assim ou assado, não quer dizer que você não precisará de terapia. Este conceito de tudo ou nada pode ser perigoso, ok?

Portanto, lhe convidamos a seguir em nosso artigo, para ficar por dentro de tudo acerca da psicoterapia, bem como compreender se você “precisa” ou não, da mesma.

 

como saber se preciso de psicoterapia

 

Como funciona a psicoterapia?

Em linhas gerais, a psicoterapia funciona com um processo de escuta. O terapeuta proporcionará um espaço para o paciente, onde o mesmo poderá nomear, apontar e dizer todas as suas angústias, bem como realizações, medos, alegrias, tristezas, enfim… É o espaço para dizer tudo, sem censura.

No entanto, ela funcionará como um caminho de escuta e questionamento, que abrirá novos horizontes em sua vida. Ela irá lhe mostrar possibilidades, fará com que você perceba acontecimentos corriqueiros de uma forma diferente. A psicoterapia não vem apenas com o intuito de “curar uma doença mental” nem como “uma alternativa para quem está mal”. A psicoterapia é pautada na escuta e no espaço para o sujeito desejante.

Ela abre caminhos, possibilidades e forma novos olhares sobre si e o mundo. A psicoterapia não impõe, bem como não tira nada de você. Ela lhe dá respaldo para que você mesmo decida, desista, continue, caia e levante. Tudo a seu tempo, tudo dentro das suas possibilidades e seus desejos.

Para saber mais sobre como funciona a psicoterapia, acesse o nosso artigo “por que fazer psicoterapia?” clicando aqui.

 

 

Psicoterapia é “coisa de louco”?

Esta é, sem dúvidas uma questão que muitas pessoas têm em mente. Acontece que, infelizmente, o trabalho do psicólogo está atrelado com muito preconceito, ainda. Lutamos diariamente para quebrar este paradigma e esta ideia de que só frequenta um psicólogo quem tem doença mental ou é completamente “louco”.

O fato é que isto é completamente errôneo. Qualquer pessoa pode fazer psicoterapia. E quem faz psicoterapia, não necessariamente sofre de alguma doença mental grave. Muito menos é louco! A psicoterapia precisa ser vista como um meio de escuta e espaço, e não como um meio de consertar aquilo que está, supostamente, errado para a sociedade.

Uma vez que jamais será papel do terapeuta julgar ou apontar qualquer erro ou acerto do paciente. O terapeuta irá escutar, questionar, amparar, e, junto com o paciente, encontrar o melhor ritmo para a sua vida.

Logo, ele não irá consertar “loucuras” ou curar doenças que a sociedade impõe. Ele está ao seu lado, nunca acima como um mestre que sabe tudo e irá transformar a sua vida num passe de mágica. Isso não existe! E, se tentam te vender esta ideia de psicoterapia, cuidado! Você pode estar se enfiando em uma situação onde irão te impor quem você deve ser, a fim de ser aceito pela sociedade.

Lembre-se: ninguém é igual a ninguém, bem como ninguém tem o mesmo problema que você. Como poderia existir uma única forma de “curar” algo, se cada um vive a sua “doença” de forma diferente e única? E quando falamos em doença, com as aspas, não estamos dizendo que você é doente mental. Mas sim, estamos dizendo que angústias existem, e são vistas, muitas vezes, como distúrbios mentais e doenças.

Portanto, cuidado com esta venda mágica de “cure isso” ou “cure aquilo” em tantas sessões. Não existe receita de bolo para compreender o ser humano. Por que existiria para “curá-lo”?

 

 

Quem pode fazer psicoterapia?

Como mencionamos anteriormente, não existe uma idade ou “tipo de pessoa” (coisa estranha de se dizer!) que pode ou não fazer psicoterapia. Qualquer pessoa pode! Qualquer pessoa que se sinta convocada a escutar e falar um pouco mais sobre si, pode. Qualquer pessoa que queira enxergar novas perspectivas para a sua vida, pode.

Logo, não existe nenhuma distinção de raça, idade, gênero, enfim… Nada te impedirá de procurar um analista, a fim de encontrar novas possibilidades e compreender um pouco mais sobre possibilidades que já vêm sendo vividas. E, quando falamos em idade, não há distinção mesmo! Existe atendimento desde bebês com 0 anos, até adultos com 100 anos. Ou seja, não há um único grupo que poderá receber tratamento terapêutico.

Será que eu preciso de psicoterapia?

Agora, voltamos para a questão inicial. Será que eu preciso de psicoterapia? Bem, acredito que a palavra “preciso” é muita imposição colocada em si mesmo. Tentar encontrar esta resposta na internet, talvez seja um meio de fugir da responsabilidade de escolher fazer ou não terapia.

Portanto, saiba que não lhe darei a resposta para este questionamento. Afinal, diz respeito à sua vida e a quem você é! Portanto, ninguém melhor para responder este questionamento do que você mesmo, certo?

Precisar é uma palavra muito forte, e responder com sim ou não pode ser perigoso. Considerando que, não conheço você, e se eu respondo que você não precisa de psicoterapia se vive apenas isso ou aquilo, eu estaria lhe impondo um impeditivo de se escutar. E impondo isto, você pode deixar de viver momentos e possibilidades que somente a psicoterapia lhe daria.

Se eu responder que sim, você precisa, eu estarei injustamente tirando a sua responsabilidade em decidir o melhor para si. É como se eu soubesse o que você deve fazer na sua vida, enquanto você não sabe de nada.

 

 

A questão é: você se sente convocado à psicoterapia?

Portanto, somente você poderá responder se quer ou não quer fazer psicoterapia. Não cabe a mais ninguém no mundo lhe ordenar ou lhe tirar a chance de escolher sobre isso. Você decide se quer ou não!

Logo, pare e pense: como tem sido a sua vida? Como você tem vivido as suas angústias? Como tem sido o seu dia a dia? Você se sente convocado à psicoterapia? Ou apenas quer fazer porque um teste na internet resultou com a necessidade de fazer?

É claro que, não estou querendo impor que se alguém lhe indicou, você deve ser do contra e não fazer. Mas sim, estou querendo dizer que você deve pensar no seu desejo e em como você se sente bem ou mal com isso.

Porém, posso lhe dizer de ante mão que a psicoterapia não será apenas um processo de mil maravilhas e prazeres. Muitas vezes irá doer, e doer bastante. Escutar a si mesmo pode ser doloroso. Porém, ao mesmo tempo, é libertador.

Portanto, a conclusão precisará partir de você. Mas, mude o questionamento! Ao invés de “preciso fazer” pense em “como seria se eu fizesse”, ou “será que eu quero fazer agora”. Enfim! Não imponha um 8 ou 80 em sua vida. Apenas reflita e questione as possibilidades, nunca usando uma resposta como verdade absoluta.

 

Afinal, o que é verdade absoluta? Quem disse que ela é absoluta? Pense nisso.

 

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